Documento Interno Operação Piloto: CCBs Saque Aniversário FGTS

QI Tokenizadora

Tokenização de ativos financeiros regulados — resultado esperado em 2026

Cenário de referência
Volume 2026
R$ 215M
EBITDA 2026
R$ 3,3M
Margem EBITDA
61%
1ª emissão em
~3 meses
Seção 01

Fluxo do produto

CCB Saque Aniversário FGTS → Securitização → CRF → Token → Distribuição ao investidor

QI (nós)
QI + terceiro
Terceiro
01
Originação QI SCD

Lote de CCBs com lastro em saque aniversário FGTS, originadas pela QI SCD ou parceiros. Operação existente no grupo.

02
Cessão + Securitização → CRF Securitizadora terceira

CCBs cedidas à securitizadora. Emissão do CRF (Certificado de Recebíveis Financeiros) conforme Lei 14.430/2022. Fee: 0,5% [EST].

03
Tokenização — mint QI Tokenizadora

CRF representado em tokens ERC-20 + Pausable + AccessControl, Arbitrum (EVM). Hash do CRF registrado on-chain.

04
Custódia QI DTVM + QI Tokenizadora

QI DTVM: licença regulatória como custodiante. QI Tokenizadora: toda a tecnologia (smart contracts, backend, integrações).

05
KYC / AML DTVM terceira parceira

KYC 100% off-chain. DTVM parceira identifica e qualifica o investidor; repassa elegibilidade para QI. Nenhum dado pessoal on-chain.

06
Distribuição → Investidor DTVM terceira parceira

Autorizada sob Res. CVM 88/2022. Investidor de varejo elegível — NÃO precisa ser qualificado. Posição visualizada via plataforma da DTVM.

Desenho regulatório da primeira emissão: distribuição via DTVM terceira parceira autorizada sob Resolução CVM 88/2022 — mesmo regime utilizado por MB e Liqi. QI Tokenizadora atua como prestadora de serviços de tecnologia. Token de CRF = valor mobiliário = competência CVM.
Investidor de varejo: o CRF é título de crédito de livre negociação (Art. 18, Lei 14.430/2022). A elegibilidade depende do regime de oferta, não do ativo. Via plataforma autorizada CVM 88, investidores de varejo podem investir — sem exigência de qualificado.
Seção 02

Modelo de receita

Estrutura de fees sobre volume emitido. Valores estimados [EST].

Fee total distribuição
3,0%

Fee cobrado sobre volume emitido

QI Tokenizadora
2,5%

Receita líquida da QI sobre cada emissão

DTVM terceira parceira
0,5%

Fee da distribuidora autorizada

Componente Taxa Parte Natureza
Fee tokenização + custódia2,5%QI TokenizadoraReceita
Fee distribuição0,5%DTVM terceira parceiraRepasse
Fee securitização (custo)0,5%Securitizadora terceiraCusto variável
Receita líquida / emissão2,0%QI TokenizadoraMargem
Receita adicional potencial para o grupo: possível spread na cessão da carteira para a securitizadora — diferença entre taxa de cessão e taxa do papel. Depende da estruturação e do preço de venda das CCBs. Fora do fluxo de caixa da tokenizadora.
Seção 03

Timeline de implantação

Meta: primeira emissão em ~3 meses. Máximo 4 meses.

Parceiros

Securitizadora e DTVM terceiras: parceiros já identificados e interessados — não é gargalo.

Caminho critico

Contratos jurídicos → integrações → homologação → emissão. Desenvolvimento paralelo desde a semana 3.

Risco regulatorio

Possível mudança de competência CVM → BACEN — monitoramento ativo. Estrutura atual baseada em regulação vigente e testada pelo mercado.

Seção 04

Custos e investimento

Estrutura de CAPEX (março) e OPEX mensal recorrente. Valores estimados [EST].

CAPEX — Marco (entrada em março)
ItemValor [EST]
Setup escritório (mobília, reforma, Goiânia ~120m²)R$ 100.000
Infra tech (rede, servidores, setup inicial)R$ 40.000
Auditoria smart contract (firma tier-1)R$ 120.000
Total CAPEXR$ 260.000
Auditoria estimada com base em pesquisa de mercado para contrato ERC-20 simplificado (~200-500 linhas). Firmas de referência: OpenZeppelin, CertiK, Halborn. Faixa USD 15.000–25.000 [EST].
OPEX — Mensal recorrente
ItemValor [EST]
Imóvel (aluguel + condomínio + IPTU, Av. Jamel Cecílio)R$ 16.000
Infraestrutura + ferramentas (AWS, APIs, SaaS)R$ 18.000
Total fixo mensalR$ 34.000
Headcount — crescimento gradual

R$ 15.000/pessoa all-in (salário + encargos + equipamento individual)

Mar: solo Abr: +1 Mai: +2 Jun: +3 Jul: +4 Ago: +5 Set: +6 Out: +7 Nov: +8 Dez: 10 pessoas
Seção 05

Projeção financeira

Cash flow mensal 2026 e projeção 2027. Valores estimados [EST].

Selecionar cenário
Volume 2026
R$ 215M
Receita (2,5%)
R$ 5,4M
EBITDA 2026
R$ 3,3M
Margem EBITDA
61%
Resultado (EBITDA-CAPEX)
R$ 3,0M
Mês Volume Receita Fixo+HC Var (0,5%) EBITDA mês EBITDA acum

* Março: CAPEX R$ 260.000 contabilizado separadamente. Resultado 2026 = EBITDA − CAPEX.

Projeção 2027 — volume = última tranche × 12 meses
Volume anual
R$ 1,2Bi
Receita (2,5%)
R$ 30M
EBITDA
R$ 21,7M
Margem EBITDA
72%

Custos 2027: fixos +5% inflação + time de 10 pessoas × R$ 15.750/mês all-in.

Seção 06

Securitizadora própria + Licença PSAV

Caminhos de internalização e adequação regulatória futura.

A — Securitizadora própria
ItemCusto [EST]
Constituição S.A. + registro CVMR$ 80k–150k
Capital social (prática de mercado)R$ 100k–300k
Custo do capital parado (~12% a.a.)R$ 12k–36k/ano
Total investimentoR$ 180k–450k
Com diretor, compliance e sistemas absorvidos pelo grupo QI, o custo marginal da securitizadora própria é essencialmente o capital social + constituição. Break-even contra o terceiro (0,5%) acontece a partir de ~R$ 100M de volume acumulado — economicamente justificável já no cenário realista de 2027.
B — Licença PSAV (preparação futura)
ItemReferência
Capital mínimo (conforme atividades)R$ 10,8M–37,2M
Custo estimado de adequação [EST]R$ 1,5M–6,2M
Prazo limite PSAVs existentesNov/2026
Normas publicadas (BACEN)Nov/2025

A regulamentação de PSAVs foi publicada pelo BACEN em novembro de 2025 (Res. BCB 519, 520 e 521). Token de CRF é valor mobiliário — competência CVM, não BACEN. A necessidade de licença PSAV para QI Tokenizadora depende de como o BACEN interpretará a operação de infraestrutura blockchain para tokenização de VM.

QI DTVM já é autorizada pelo BACEN — facilita eventual adequação. No cenário realista 2027 (R$ 1,2Bi/ano), o custo da licença PSAV representa menos de 1% da receita anual.

Seção 07

Arquitetura técnica

Stack production-grade, auditado, EVM-compatível. Decisões de design baseadas em como o mercado BR opera.

Blockchain
Referência
Arbitrum (L2 EVM)

Mesma tecnologia da Robinhood Chain (Arbitrum Orbit + Nitro), que está construindo L2 para tokenização de ações e RWAs. Validação institucional do caminho.

Alternativa
Ethereum mainnet

Máxima credibilidade institucional. Custo de gas maior — relevante para volume de emissão, não para investidor final.

Smart Contract (v1)
ERC-20 Pausable AccessControl Whitelist endereços Registry CRF hash Auditoria obrigatória

Mint/burn controlado por role (operador QI autorizado). Pausabilidade para emergência ou ordem judicial. Transferências restritas a whitelist.

Stack backend
CamadaTecnologia
APIPython 3.11+ / FastAPI
BancoPostgreSQL / Redis / Celery
ContratosSolidity 0.8.x / Foundry
Web3Web3.py / Ethers.js
Key MgmtFireblocks / Fordefi
InfraAWS ECS / Terraform
CI/CDGitHub Actions
CVM 88 — não é sandbox experimental. Resolução CVM 88/2022 (alt. CVM 184/2023) é o framework sob o qual MB e Liqi operam em produção. Distribui VM ao público geral (Art. 3°), limite R$ 100M/participante (Art. 9°), autorização temporária até 4 anos com caminho para regime permanente (Arts. 12 e 18). A QI não precisa de autorização CVM 88 própria para a primeira emissão — a autorização é da DTVM terceira parceira distribuidora.
Benchmark de mercado
Player Custódia KYC Blockchain Regulação
MBCentralizada na plataformaOff-chain (MB)Infra própriaCVM 88
LiqiCentralizada na plataformaOff-chain (Liqi)ETH / PolygonCVM 88
Vórtx QRCustodiada/escrituradaOff-chain (Vórtx)Hathor NetworkSandbox CVM
QI TokenizadoraQI DTVM (tech: QI Tokenizadora)Off-chain (DTVM parceira)Arbitrum (EVM)CVM 88 (via DTVM parceira)
Seção 08

Framework regulatório

Normas que regem a operação. Análise preliminar — sujeita a validação pelo jurídico QI.

Norma O que regula Relevância para QI
Lei 14.430/2022 Securitização, CRF, patrimônio separado Base legal do CRF. Art. 18 (livre negociação), Art. 20 (regime fiduciário), Art. 21 (patrimônio separado). Lastro legal do ativo tokenizado.
CVM 29/2023 Oferta pública de CRF Requisitos documentais, regime de registro/dispensa de registro, agente fiduciário obrigatório. Define o processo de emissão do CRF.
CVM 88/2022 Plataformas de tokenização de VM Via de distribuição ao investidor de varejo. Arts. 3°, 9°, 12 e 18. Regime sob o qual MB e Liqi operam. DTVM terceira parceira usa essa autorização.
Lei 14.478/2022 Marco legal dos criptoativos — PSAV, BACEN Art. 3°: exclui expressamente valores mobiliários do escopo de ativos virtuais sob BACEN. Token de CRF = VM = competência CVM.
Res. BCB 519-521 (nov/2025) Regulamentação de PSAVs Capital mínimo R$ 10,8M–37,2M conforme atividades. Prazo para PSAVs existentes: novembro de 2026. Monitoramento necessário.
Lei 6.385/1976 Definição de valor mobiliário Token de CRF = VM = jurisdição CVM. Fundamento legal para o enquadramento regulatório adotado por todos os players.
Parecer CVM 40/2022 Classificação de tokens Item 42: "a tokenização não altera a natureza jurídica do ativo subjacente." CRF tokenizado mantém natureza de VM.
CVM 30/2023 Investidor qualificado/profissional Qualificado: patrimônio > R$ 1M. Via CVM 88: varejo aceito com limites por plataforma. Investidor da primeira emissão NÃO precisa ser qualificado.
Circular BCB 3.978/2020 PLD/FT para instituições financeiras Obrigações de compliance AML da QI DTVM como custodiante. KYC da DTVM parceira cobre o investidor final.
Lei 9.613/1998 PLD/FT — lavagem de dinheiro Art. 10: KYC e AML obrigatórios para todas as partes da cadeia. Responsabilidade da DTVM parceira em relação ao investidor final.
LGPD (13.709/2018) Proteção de dados pessoais Dados pessoais ficam 100% off-chain. On-chain apenas hash do CRF (dado público). Arquitetura by design LGPD-compliant.
CMN 4.893/2021 Segurança cibernética para IFs Requisitos de infra e custódia digital para QI DTVM. Padrões de key management, continuidade e incidente.
Lei 14.711/2023 Marco das Garantias Execução extrajudicial ágil, agente de garantia. Relevante para futuras estruturas com garantias tokenizadas (roadmap 2027+).
IN RFB 1.888/2019 Reporte tributário de criptoativos Zona cinzenta para token de VM — token de CRF pode não se enquadrar como criptoativo para fins de reporte. Análise tributária específica necessária.

Análise preliminar — sujeita a validação pelo jurídico QI.

Seção 09

Evolução e roadmap

Trajetória de escala — produto, time e estrutura regulatória.

  • 2026

    Primeira emissão e escala

    Piloto com CCB saque aniversário FGTS. 6 tranches de emissão (julho a dezembro). Time cresce de 1 para 10 pessoas. Infraestrutura auditada e homologada.

  • 2027 H1

    Securitizadora própria + secundário interno

    Internalização da securitizadora (se volume justificar — ~R$ 100M acumulado). Mercado secundário interno dentro da plataforma QI / DTVM parceira.

  • 2027 H2

    Novos ativos + compliance on-chain

    Debêntures, CRI, precatórios. Compliance on-chain mais sofisticado conforme regulação exigir. Solicitação de autorização PSAV se necessário.

  • 2028+

    Wallet do investidor + secundário aberto

    Wallet self-custody com restrições regulatórias. Mercado secundário regulamentado. ERC-1400 ou ERC-3643 para compliance on-chain completo.

Métricas alvo por ano
Métrica 2026 2027
Volume R$ 215M R$ 1,2Bi
EBITDA R$ 3,3M R$ 21,7M
Margem 61% 72%
Valores referentes ao cenário selecionado. Altere o cenário no seletor da seção financeira para ver as métricas ajustadas.
Seção 10

Próximos passos

Após o início do projeto: